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A Carta
Embora nossas vidas tenham sido traçadas em destinos diferentes, eu jamais o esqueci, nem por um segundo deixei de te amar, e esta é mais uma carta que escrevo a ti. Muitas banhadas em lagrimas de saudades que toca um peito espancado pelos soluços da solidão... Mais uma entre centenas de carta que lhe escrevo e não consigo lhe enviar, as pernas estremessem, o coração pulsa além dos limites e a coragem foge aos poucos, como um ladrão que não conseguiu roubar-lhe o teu amor, sou sua refém, sou refém do seu amor... Ando pela manhã entre as águas do mar, deliro por segundos onde eu toco a brisa que vem do litoral, mais não consigo me conter, a oração dos sábios já foi além das profundidades do mar, mais uma vez embarco meus sentimentos derramados e derrotados na pobre garrafa, talvez algum dia alguém encontre a minha vida tenha a coragem que não tive: de viver, de amar, de ser feliz e ir alem... Estou aqui entre estas palavras, procurando algo impossível. Talvez eu esteja perdida, com frio, mais ainda me resta uma gota de sentimento bom... Apenas com a tristeza ainda rasa sobre os meus olhos escorrendo escondida, está é a carta mais triste do ano, e justamente para o meu amor, que me faz viver quando não posso mais respirar neste mundo, mais uma vez escrevo sem caminhos... Procurando aquela mão que segurava os meus dedos há algum tempo que se foi... Acordei com os olhos rasos d'água, Ouvindo a tua voz num longo adeus Escrito por Liliana Mercês às 23:20:36 [] [envie esta mensagem] |